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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Celtic 0-0 Benfica: Muita segurança e pouco risco

Em Celtic Park (onde nunca ganhámos), o Benfica empatou sem golos com os escoceses do Celtic de Glasgow, equipa fraca tecnicamente, porém muito trabalhadora. Na Liga dos Campeões, já se sabe, não há jogos fáceis e este não foi exceção. Com André Almeida na direita, Jardel no centro, Enzo a 8 e Rodrigo sozinho na frente, defrontámos uma equipa muito fechada e que nada arriscou.

Apesar de termos tido mais oportunidades, o jogo foi equilibrado e, com uma defesa fragilizada, pouco mais atrevimento se podia esperar da equipa. Começámos receosos, mas, após algumas tremidelas, acabámos por nos ambientar ao jogo e estabilizámos defensivamente. E até podíamos ter marcado - ainda no primeiro tempo, Enzo Pérez (com um grande passe) isolou Rodrigo que falhou na cara de Forster. Já na segunda parte, Cardozo, que começou no banco, e Gaitán também tiveram as suas oportunidades.

Individualmente, gostei da exibição de Jardel, central que se apresentou um tanto nervoso, mas que nunca foi batido, e, claro, Garay, o patrão da defesa nos dois próximos meses. André Almeida cumpriu por completo, Melgarejo idem. Enzo Pérez, muito culto taticamente, não surpreendeu no lugar de Witsel, não porque jogou mal (bem pelo contrário), mas sim porque já se sabia o seu potencial como box-to-box (jogou muitas vezes nessa posição na Argentina). Aimar espalhou classe, mas ainda não está a 100% a nível físico. Gostei de Gaitán e de Salvio, este último com grandes preocupações defensivas. Já Rodrigo podia ter feito mais, todavia, esteve muito tapado.

Num jogo muito batalhado a meio-campo, com pouquíssimas oportunidades de golo e com os da casa a defenderem sempre com 6 e a apostarem totalmente no jogo direto, acabámos por conseguir somar um ponto num campo muitíssimo complicado e que nos poderá vir a ser essencial para o bom porto desta caminhada na Champions. Defendo que, neste grupo, para passar bastam 8 pontos, empatando fora frente a Spartak e Celtic e vencendo ambos em casa, batalhando ainda com o Barcelona pelo o melhor resultado possível. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Difícil, mas não impossível

Barcelona, Spartak de Moscovo e Celtic estão no caminho do SLB na fase de grupos da Liga dos Campeões. A nossa obrigação é a de passar, mas tudo pode acontecer. Desde que o Jorge Jesus não invente, se vá buscar um lateral-esquerdo muito bom e os jogadores apareçam frescos, poderemos lutar pelos 3 pontos com qualquer um.

Antes de mais, tenho de destacar a presença de Messi, Iniesta e companhia na Luz. O desafio com o Barça certamente encherá o estádio e será um espetáculo bonito de se ver. O mais provável será perder-mos, porém não nos podemos esquecer que a nossa história obriga-nos a ombrear com eles. Pode ser que a nossa pressão alta lhes cause problemas...

O Spartak de Moscovo tem um plantel com várias mais-valias, das quais se destacam Kombarov, Rafael Carioca, Byliatedinov, Ari, Emenike e Welliton. Com um treinador de qualidade como Unay Emery e com o frio a favorecê-los, os russos poderão obrigar a suar (e bem!) os nossos atletas.

O Celtic é que já é uma história diferente. Há 8 anos atrás era uma clara equipa de Champions, hoje não é mais que uma formação de terceiro plano europeu. Nos escoceses, o destaque individual vai diretamente para o atacante grego Samaras. Mesmo assim, é obrigatório fazer 6 pontos contra os "católicos".

Quanto aos restantes sorteios das equipas portuguesas, de destacar a sorte do FC Porto (deverá passar com grandes facilidades, se bem que no ano passado também era assim e foi o que se viu) e o grupo equilibrado do Braga que tem tudo para atingir os oitavos-de-final. Além do mais, tenho de dar os parabéns ao Marítimo pela vitória por 2-0 sobre o Dila Gori o que quer dizer que, se o Sporting ultrapassar o Horsens, este ano Portugal pode fazer o pleno nas competições europeias, colocando 6 equipas nas fases finais de Liga Europa e Champions.

Ah, e gostei de ver o Iniesta (campeão europeu de seleções, melhor jogador do Euro e campeão mundial de clubes) ser eleito o melhor jogador a atuar na Europa, fugindo à tendência de eleger Messi (Bota de Ouro, mas não foi campeão nacional, nem europeu) ou Ronaldo (venceu a Liga, mas não foi campeão europeu e não tem a qualidade do argentino - não vou dizer o contrário por causas patrióticas).